Carro do Trem Cruzeiro do Sul em Marítima

Conteúdo e estrutura

Imagens registradas e anexadas a um relatório elaborado por engenheiros da RFFSA (SUPAT e DIVMAN) em visita ao complexo ferroviário da Marítima no dia 17 de setembro de 1997.
O conteúdo textual do relatório encontra-se em anexo, mais abaixo nesta página

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RELATÓRIO DE INSPEÇÃO AO PÁTIO FERROVIÁRIO DA
ESTAÇÃO DE MARÍTIMA / RJ

data da inspeção: 17 de setembro de 1997
material inspecionado da antiga E.F. Central do Brasil
e carros do antigo trem de passageiros “Cruzeiro do Sul”;
e guindaste a vapor nº 1;
e carro de passageiro de madeira incendiado;
e outros materiais.
1.- Carros do antigo trem de passageiros “Cruzeiro do Sul”:
1.1.- Considerações Iniciais:
Os antigos carros de passageiros metálicos que compunham o trem de
passageiros “Cruzeiro do Sul” ou, “Trem Azul” como também era conhecido, que ligava as
cidades do Rio de Janeiro à São Paulo, foram adquiridos da American Car and Foundry
(USA), em 1929.
Comprados em número de três composições, formadas, cada uma delas, pôr 1
(um) carro bagagem-buffet e 4 (quatro) carros dormitórios cabines duplas, chegaram ao Brasil
para revolucionar o transporte de passageiros da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil.
Com a chegada do trem de aço inoxidável, fabricação BUDD, que como o
Cruzeiro do Sul, veio revolucionar o transporte de passageiros na década de 50, os antigos
carros azuis foram relegados a um plano secundário.
No início da década de 70 os do Cruzeiro do Sul começaram a ser desativados.
Nesta ocasião circulavam nos trens noturno N-1 e N-2, que ligavam as cidades do Rio de
Janeiro à Belo Horizonte. Alguns carros foram baixados e cortados e, outros entregues as
Inspetorias de Via Permanente e Obras da antiga 6º Divisão Central.
Com o passar dos anos alguns carros foram devolvidos a Oficina de Horto
Florestal e baixados, mas pela sua importância histórica na E.F.C.B. foram guardados para que
no futuro fossem restaurados. Entretanto, com o passar do tempo, os carros foram
abandonados em pátios de estações e oficinas chegando, atualmente, no estado deplorável de
conservação em que se encontram. Apesar de tudo isto, uma composição deve ser preservada.
1.2.- Estado atual dos carros:
No pátio da Estação de Marítima, encontramos 6 (seis) carros:
O 380-antigo DC 309 (PDL 109)
O 381-antigo DC 312 (PDL 112)
DC 308(PDL 108)
DC 311(PDL 111)
O 384- antigo DC 305 (PDL 105)
O 386- antigo R 201 (REL102)
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Os carros O 380 / 381, DC 308/311, fotos em anexo, encontram-se em péssimo
estado de conservação, podendo ser cortados e vendidos como sucata. Entretanto, seus
truques, pôr serem semelhantes aos utilizados nos carros BUDD, devem ser guardados como
sobressalentes. Atualmente, os 5 (cinco) carros bagagem de aço inoxidável- série BI- já
utilizam os truques dos carros do Cruzeiro do Sul. Outros materiais, como leitos superiores
rebatíveis das cabines e suas portas devem ser retirados e guardados para recomporem Os
carros preservados. Sugerimos o acompanhamento do corte dos referidos carros pôr um
técnico do PRESERFE e outro da Divisão de Mecânica.
Inicialmente, o carro O 384, dormitório, deve ser preservado para formar a
composição do Cruzeiro do Sul, juntamente com os três carros que encontram-se na Oficina
de Horto Florestal- O 383, QC 9265 10-4F e QC 926514-7F. O carro O 386, único bagagem
buffet existente, também tem que ser preservado. Ambos os carros deverão ser transferidos
para o Engenho de Dentro, para isto tem que ser acertado com à FLUMITRENS.
2.- Guindaste nº 1:
Este equipamento já foi salvo da sucata, quando a ABPF promoveu com à
REFSA a assinatura de um convênio.
Assim sendo, pôr suas características singulares (foto em anexo), este
equipamento tem que ser preservado e está na relação dos que deverão compor o acsivo do
Museu do Trem do Rio de Janeiro. Portanto, como os dois carros citados no item anterior,
deve ser removido para o Engenho de Dentro.
3.- Carro de passageiro de madeira incendiado:
Atualmente, só existe o estrado e truques, que podem ser sucateados.
4.- Outros materiais:
41.- Rodeiro com rodas de ferro fundido SOFUNGE:
Não se encontra mais este tipo de material, portanto o mesmo deve ser
encaminhado ao Museu do Trem do Rio de Janeiro para ser preservado (foto anexa).
4.2.- Caixa d’água:
Na ocasião em iniciar as obras de edificação, a favela existente na entrada do
pátio da estação deverá ser retirada e assim a caixa d’água transferida para o Museu pôr ser
considerada uma caixa tipicamente ferroviária e que terá utilização no Engenho de Dentro
(foto anexa).
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RESUMO:
º
Materiais que devem ser aproveitado e transferido para o Museu do Trem:
Carros Cruzeiro do Sul-0384e 0386- truques dos demais carros- portas e leitos superiores da cabines
e Guindaste nº 1
Rodeiro com rodas de ferro fundido SOFUNGE
e Caixa d’água
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Verificamos em nossa inspeção que existe uma firma, que vencedora da
licitação para desmonte das linhas do pátio ferroviário da Estação de Marítima, está
carregando trilhos, dormentes € lastro.
Na recuperação da linha circular, de bitola de 0,60m, que existe no Museu do
Trem do Rio de Janeiro, que pretendemos fazer ainda no decorrer deste ano, temos
necessidade urgente da substituição de cerca de 80% dos dormentes. Assim sendo, solicitamos
que na próxima licitação seja reservado para o Museu 2000 (dois mil) dormentes, que serrados
ao meio serão suficientes para substituição da referida linha. A vantagem destes dormentes é
que são tratados e não se acabarão tão rapidamente como Se acabaram os que lá foram
colocados.
Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1997

Informações Gerais

Autor / Instituição: RFFSA

Fonte / Proveniência: Item disponibilizado por membros da AFPF

Informações Técnicas

Formato: JPG

Número de páginas: 1

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Notas de controle arquivístico

  • Notas do Arquivista:
    Itens fotográficos extraídos de um relatório elaborado por técnicos e engenheiros da RFFSA durante visita à estação Marítima da Gamboa em setembro de 1997. Digitalizado por Trem de Dados e Trilhos do Rio
  • Data da descrição: 05/10/2026
  • Norma(s) de descrição:
    ISAD(G) - Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (com adaptações para ambiente digital)

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