Estação Marítima da Gamboa (1996)
Publicado em: 24 de setembro de 2025
Conteúdo e estrutura

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TÍTULO: Estação Marítima da Gamboa (1996)
DESCRIÇÃO: Panorâmica da estação Marítima da Gamboa (conhecida também como Marítima, apenas) da Estrada de Ferro Dom Pedro II / Central do Brasil.
Foi uma estação de transbordo de mercadorias entre o Porto do Rio de Janeiro e a Estrada de Ferro, tendo um dos primeiros túneis ferroviários abertos com o uso de dinamite no Brasil, ainda no final do século XIX, que permitia o acesso à linha tronco da ferrovia, próximo à estação Dom Pedro II/Central do Brasil. Nesta estação existiam pontes e cais onde os vagões acessavam diretamente e recebiam ou forneciam produtos para serem transbordados de e para navios através de guindastes a vapor.
Segundo o Relatório da Estrada de Ferro Dom Pedro II no período 1876-1880 “a estação Marítima da Gamboa ficará colocada nos terrenos compreendidos entre o Morro da Providência e o mar e seu perímetro limitado, do lado da terra, pelas ruas da Gamboa, desde as oficinas da Companhia Mecânica Industrial até a Rua União, por esta rua e pelo Saco do Alferes, chácara do Vereador Mayrink, na Rua Barão da Gamboa, até os limites das marinhas, pertencentes ao Cemitério dos Ingleses. Compreende uma área de 65.014 metros quadrados. Do lado do mar, serão construídos cais que permitirão ganhar 9.575 metros quadrados”.
O pátio possuía muitas linhas, uma pêra de manobras, e era eletrificado em pequena parte, para possibilitar que locomotivas elétricas (como a famosa “Escandalosa”) acessassem o local tracionando trens de carga. Alguns TUEs metropolitanos eram estacionados ocasionalmente em Marítima
Todo este local permaneceu abandonado por anos e foi bastante modificado nos anos 201x, com a construção da Cidade do Samba, da Vila Olímpica da Gamboa, do Centro de Manutenção do VLT Carioca e outras reformulações da Zona Portuária. Apenas dois galpões permaneceram no local, curiosamente com carros do serviço “Cruzeiro do Sul” (trem que fazia o percurso Rio de Janeiro – São Paulo) em seu interior.
FONTE/DIREITOS AUTORAIS: Acervo Benício Guimarães/AENFER
OBSERVAÇÕES: Esta imagem foi obtida pela equipe Trem de Dados, e faz parte de uma série de imagens constante do Acervo Benício Guimarães e disponibilizado gentilmente pela AENFER. Todo o acervo foi digitalizado por membros do Departamento de Pesquisas e Projetos Trilhos do Rio.
PRODUÇÃO: 30/11/1996
PUBLICAÇÃO: 21/09/2025




